A pandemia do COVID-19 acelerou muitas tendências tecnológicas e o Supply Chain 4.0 está entre as TOP 10, de acordo com publicação do Fórum Econômico Mundial. Tudo isso, pois a forte dependência de registros impressos, falta de visibilidade dos dados, diversidade e flexibilidade tornaram as cadeias vulneráveis a qualquer pandemia. A visibilidade da cadeia de valor é crucial para entender o impacto da interrupção, pois o COVID-19 certamente não será o último evento perturbador, sendo necessário tomar medidas imediatamente para garantir a resiliência no futuro.

Dentro do contexto de Supply Chain 4.0, a utilização de tecnologias como big data, IoT, cloud computing, IA, blockchain, permitem que a digitalização da cadeia cumpra com a promessa de trazer a gestão da cadeia para o protagonismo, melhorando a experiências do cliente. No entanto, deixar a operação “azeitada” não é tarefa simples. É uma jornada que envolve múltiplos atores, projetos, integrações e coordenação de gerências. Os resultados, seguramente, fazem jus ao esforço, traduzindo-se em ganhos em eficiência esperados de até 4,1% anualmente e aumento de receita em até 2,9% ao ano.

As diferenças entre o ecossistema de suprimentos integrado digitalmente versus a cadeia de suprimentos linear tradicional ficam evidentes no quadro comparativo abaixo.

Modelo tradicionalEcossistema integrado digitalmente
TransparênciaVisibilidade limitada da cadeiaVisibilidade completa da cadeia
ComunicaçãoInformações atrasadas à medida que passam por cada organizaçãoInformações disponíveis para todos os membros da cadeia de suprimentos simultaneamente
ColaboraçãoVisibilidade limitada a toda a cadeia, dificultando uma colaboração significativaDesenvolvimento natural da profundidade da colaboração para capturar o valor intrínseco da cadeia de suprimentos
FlexibilidadeDemanda do cliente final distorcida à medida que as informações fluem ao longo do caminho do materialAs mudanças na demanda do cliente final são avaliadas rapidamente
ResponsividadeDiferentes ciclos de planejamento, resultando em atrasos e respostas não sincronizadas em várias camadasResposta em tempo real no nível de planejamento e execução (em todas as camadas para exigir alterações)

A transparência, por exemplo, é reconhecida como uma das principais questões dos executivos no gerenciamento da cadeia de valor que requer atenção para gerar crescimento e controlar riscos. Ela permite com que os gestores possam ter insights, aprender e agir sobre informações para tomar melhores e mais rápidas decisões. Este conceito é conhecido como Torre de Controle, ou seja, um local onde os dados coletados pela operação, em tempo real, são processados e apresentados em forma de gráficos, alertas e indicadores. A Lotsapp, por exemplo, coleta informações dos operadores e transportadores para a Torre de Controle dos gestores de suprimentos, logística, qualidade e sustentabilidade.

Deste modo, seguindo as recomendações do WEF, para tornar as cadeias de valor mais resilientes, deve-se:

  1. Mova do papel para digitalização
  2. Garanta a privacidade dos dados dos fornecedores
  3. Dê aos fornecedores incentivos para compartilhar seus dados
  4. Comece cedo – não assuma que as interrupções atuais nunca acontecerão novamente

Com isso todas empresas tem duas opções. Ou seguem fazendo o que sempre fizeram, ou iniciam já um processo de digitalização da cadeia, integrando seu ecossistema. Seguramente as companhias que optarem pela Supply Chain 4.0 terão uma vantagem competitiva substancial no futuro, ou até mesmo, terão sua sobrevivência dependente disso.

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