Responsabilidades comuns, porém diferenciadas é um dos princípios fundamentais da UNFCCC. Todos nós temos uma parcela de responsabilidade no que diz respeito à conservação e preservação do meio ambiente. Parece estranho, mas é a pura realidade. No entanto, é importante deixar claro que o nosso “meio ambiente” não é exclusivamente a “natureza” ou as florestas. Mas, o “meio” em que vivemos. Seja na sua cidade, no interior, no seu condomínio etc.

Agora, que tipo de responsabilidade nós temos em relação ao nosso meio!?

Analisemos uma das imagens mais icônicas da poluição. É chocante. Toneladas de plásticos sendo jogados nos oceanos, formando literalmente ilhas de lixo. Como resolver esse problema? Uma análise minuciosa da imagem em si, pode permitir identificarmos recipientes de produtos clássicos de nosso dia-a-dia. Um exemplo: a garrafa PET do refrigerante, água ou suco de sua preferência.

Seria oportuno e razoável exigir que as fabricantes se responsabilizassem pela destinação mais adequada desse resíduo?! OU seria mais razoável assumir que nós, consumidores, temos a responsabilidade por dar o destino adequado ao nosso resíduo?!

A verdade é que, não há como elencar quem é mais ou menos responsável. No fim, todos somos, inclusive o Poder Público. Deve ser vigilante. Investir em educação, para criar a cultura da responsabilidade ambiental, assim como assegurar que essa responsabilidade está sendo cumprida. Alguns países desenvolvidos, como uma forma de conter o descarte indiscriminado de resíduos, criaram Leis que determinam exatamente essas responsabilidades e pune aqueles que não as seguem.

Impor uma “cultura” pode ser uma alternativa eficaz. Mas, não é exclusiva. A alternativa é o estabelecimento de uma “Cultura Colaborativa”, onde todos (voluntariamente) se responsabilizam pelo destino adequado dos resíduos. Essa ideia está ganhando cada vez mais força e conhecida como Economia Circular.

A ideia por trás da “Economia Circular” é (basicamente): tudo que vai, volta. Em síntese, seria possível uma indústria ter o real controle daquilo que “sai” e aquilo que “volta”, como resíduo? Além daquilo que sai, em termos de produto final, o que é feito em relação ao resíduo da produção em si?! Para onde vai e como vai?! Seria possível implementar essa nova filosofia?!

Há uma corrente crescente que acredita que sim. Com a popularização das mídias sociais digitais e inovações tecnológicas seguras, baseadas no blockchain, esse cenário parece ser cada vez mais factível. O controle digital da entrada de insumos e da saída dos produtos manufaturados já é uma realidade. Agora, resta saber se a sociedade enxerga valor nessa responsabilização mútua?!

A digitalização do caminho dos resíduos pode facilitar no consumo. Como consumidores conscientes, devemos privilegiar marcas que fazem o seu papel da melhor forma possível. Entre duas marcas de produtos similares, aquela que possui o melhor sistema de rastreabilidade de seu resíduo deve ser preferida. É uma forma de remunerar o “Bem”. Por fim, com o surgimento de programas de “cashback”, possivelmente esse sistema possa melhorar o mercado de recicláveis. Fica a dica.