Com a popularização da internet e de mídias sociais digitais de conteúdo (podcast, vídeos educativos no YouTube e afins), uma grande parcela da população mundial passou a ter acesso a informações relevantes à produção “agro”. Entre elas, as principais e mais buscadas pelo consumidor comum, é a relação do uso sustentável da terra. Ou seja, se um produto é
produzido por meio de desmatamento ou não. Se é gerido de forma legítima ou não e por aí vai.

Com a consolidação dessa demanda consciente, muitos produtos e insumos passaram a ser preteridos por consumidores. Seja por uma informação não contextualizada ou por falta de investimentos do próprio produtor (métodos de gestão ultrapassados, uso de agrotóxicos em excesso e afins). Um exemplo seria o atual modo de uso da terra na Amazônia. Em geral, caracterizado por um processo de insustentável cíclico: exploração seletiva de madeira, corte e queima da floresta remanescente, cultivo agrícola intensivo e abandono. Produtos que possuem esta origem estão com os seus dias contados.

No entanto, um ditado popular já diz: “para se fazer um omelete, é necessário quebrar alguns ovos”. Ou seja, dependendo da região da produção, foi inevitável a substituição da cobertura vegetal original por uma cultura agrícola. A questão aqui seria: essa produção é sustentável ou segue um modelo “Boom-and-Bust”?!

Inevitavelmente o ser humano precisa se alimentar. O alimento, por mais que seja “Orgânico” ou “Ecofriendly”, provavelmente passou por um processo de adequação da terra (solos) para o cultivo daquela cultura. A questão principal é: “como foi esse processo?”. Neste caso, o principal ponto é a situação legal da produção. Produtos licenciados passaram, invariavelmente, por um processo criterioso de análise técnica e jurídica, tanto de conformidade do método produtivo quanto da produção em si, analisando a viabilidade da produção.

Assumindo o conceito da sustentabilidade (responsabilidades comuns, porém diferenciadas), cabe ao produtor a responsabilidade pela produção dentro dos conformes. E, para o “Consumidor”, cabe a responsabilidade de “Incentivar” esse tipo de produção. Como?! Consumindo produtos sustentáveis.

Mesmo que estes produtos sejam mais caros que os demais, é importante lembrar que: ao preferir produtos que tenham essa natureza sustentável, o consumidor está investindo diretamente no uso racional da terra e, invariavelmente, no desenvolvimento de uma determinada região. Produção conforme significa: investimentos na terra, recolhimento de impostos, geração de empregos e melhoria de qualidade de vida no geral.

O lado bom disso tudo, é que hoje, existem alternativas de mercado baratas, seguras e transparentes para assegurar a conformidade e, porque não, a sustentabilidade da produção.