Que a Agenda 2030 está propondo 17 objetivos para transformar nosso mundo, muito de nós já sabemos, mas o que talvez você ainda não saiba é que agora a indústria da moda está sendo chamada a assumir um maior protagonismo. Isto, pois os desafios ambientais, sociais e éticos hoje já são vistos como críticos para garantir o futuro do setor. É o que nos conta a recente publicação Pulse of the Fashion Industry, publicada pela Global Fashion Agenda e Boston Consulting Group. Segundo este estudo, a sustentabilidade subiu na agenda corporativa, porém apenas metade da indústria da moda age efetivamente e o progresso geral ainda é muito lento.

A CEO Agenda é uma carta aberta aos líderes da indústria da moda que define as oito prioridades (veja na imagem abaixo) de sustentabilidade, oferecendo orientações claras sobre onde concentrar os esforços e destacando a mudança climática como a nova prioridade.

A rastreabilidade e sua importância na cadeia de suprimentos responsável

A rastreabilidade é um pré-requisito para identificar e minimizar os impactos ambientais, sociais, éticos e financeiros da produção. Ela permite que as marcas e seus fabricantes identifiquem desafios e riscos ao longo de sua cadeia de suprimentos responsável, além de entender e gerenciar as oportunidades de introduzir práticas mais sustentáveis. Como benefício adicional, a rastreabilidade da cadeia de suprimentos ajuda as empresas a tornar sua cadeia de suprimentos mais eficiente, propiciando decisões de negócios mais assertivas.

Esta prioridade corrobora com o objetivo 12

Combatendo a mudança climática

Segundo a Agência Aeroespacial Americana (NASA), a evidência científica para o aquecimento do sistema climático é inequívoca. Tanto que a ONU criou o IPCC para fornecer aos formuladores de políticas avaliações científicas regulares sobre a mudança climática, suas implicações e possíveis riscos futuros, além de apresentar opções de adaptação e mitigação.

Os gases de efeito estufa estão sendo emitidos em toda a cadeia de valor da moda, da agricultura e produção ao uso e descarte de têxteis. Se o setor permanecer em sua trajetória atual, as emissões da produção têxtil aumentarão mais de 60% até 2030, segundo estimativas de especialistas. Se a mudança climática continuar, o ambiente de negócios das empresas de moda se tornará cada vez mais instável e imprevisível. Prevê-se que questões como escassez de água, diminuição da biodiversidade e ecossistemas ameaçados vão se tornar cada vez mais graves, trazendo efeitos perturbadores na cadeia de suprimentos da indústria da moda.

É necessário que as empresas mapeiem e busquem reduzir sua pegada de carbono.

Esta prioridade corrobora com os objetivos 7, 12 e 13.

Confira as demais prioridades no site Global Fashion Agenda – CEO Agenda 2019.